Pra quem trabalha com design ou direção de arte, é um ótimo livro de cabeceira.
Pensar com tipos fala um pouco da história da tipografia, explica as diferenças e características entre os tipos e ao mesmo tempo serve como referência pra nós profissionais da comunicação.
O livro é da Editora Cosac Naify e a autora é Ellen Lupton, uma das mais renomadas autoras e educadoras na área de design gráfico dos Estados Unidos.
Seu projeto gráfico é um caso a parte, originalmente foi projetado por Ellen Lupton. Seu miolo foi adaptado e composto por André Stolarski e Flávia Castanheira. A Cosac Naify, entretanto, fez uma nova capa, em quatro versões, projetada por Elaine Ramos com a colaboração de Flávia Castanheira, e impressas pelo método artesanal a partir de tipos móveis de madeira produzidos num tradicional ateliê de lambe-lambe. Esses tipos costumam ser empregados em São Paulo para a impressão de cartazes promovendo shows de música e outros eventos, colados nos muros e postes da cidade – geralmente sem permissão legal.
Já pensou na possibilidade de não envelhecer, de não ter na pele as marcas que a vida trás? Já pensou em assistir o seu envelhecimento do lado fora, como se fosse uma obra de arte em mutação.
Há um bom tempo li um livro chamado O Retrato de Dorin Gray, de Oscar Wilde, o livro conta a história de um rapaz inglês que ao ter sua imagem pintada numa tela se espanta com a sua beleza e ao mesmo tempo se entristece com a possibilidade de perdê-la e envelhecer.
Mas algo o surpreende, o tempo passa e ele não envelhece, mas o quadro sim, o quadro mostra os sinais do tempo no seu rosto e a feiúra de sua alma. A figura daquele rapaz belo, não existe mais no quadro, mas sim uma imagem cruel e feia. Este fato passa a ser insuportável para Dorian. Ele então mantém o quadro escondido de todos e passa a odiar o pintor que o fez.
Dorian foi se modificando ao longo do tempo, o rapaz ingênuo, se tornou um homem cruel.
Este livro me fez pensar no quanto damos importância a verdadeira beleza, a da alma.
Será que o nosso rosto reflete o que realmente somos?
Mas voltando ao livro, ele terá em breve mais uma adaptação pro cinema.
To curiosa pra assistir. A previsão estréia é em setembro deste ano.
ABC da Bauhaus é uma livro pra quem quer conhecer a história da Bauhaus e sua influência no design atual.
A Bauhaus foi a escola de design mais influente do século XX, tem como princípio os elementos básicos da forma, o triângulo, o quadrado e o círculo. Segundo a Bauhaus, toda composição visual é formada por estes três elementos.
Há quem adore a Bauhaus, há quem diga que já é ultrapassado. Vale a pena ler e tirar as suas próprias conclusões.
A prefeitura Municipal de Porto Alegre em parceria com empresas de transporte tem um concurso muito bacana.
Serão 50 poemas selecionados e divulgados pelas empresas de transporte coletivo, para veiculação na frota de ônibus de Porto Alegre e nos trens da Empresa Trensurb.
As inscrições podem ser feitas de 25 de junho a 24 de agosto de 2009 na SMC – Av. Érico Veríssimo, 307 (esquina Av. Ipiranga) – POA/RS – CEP: 90.160-181 – das 9h às 12h e das 14h às 18h, de segunda a sexta-feira, pessoalmente, pelos Correios ou pela Internet aqui
No caso de inscrições pelo Correios e Internet a confirmação pode ser obtida pelo telefone 0xx 51 3289.8074 ou pelo e-mail poemasonibus@smc.prefpoa.com.br
Para ver o regulamentoclique aqui ou entre no site da prefeitura, vá até a seção secretaria, depois clique em cultura, depois em literatura e finalmente em Poemas no ônibus.
Tudo que é sólido pode derreter é uma série juvenil da TV cultura, produzida pela Ioiô Filmes em parceria com a TV Cultura, a série é derivada do premiado curta-metragem de mesmo nome, dirigido por Rafael Gomes.
Conta a história de Thereza, uma adolescente vivendo os conflitos e alegrias típicos da época.
É uma crônica juvenil, na qual cada episódio faz uma adaptação de uma obra importante da literatura de língua portuguesa, um romance, uma peça de teatro ou um poema.
O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir e tocar o mundo. O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntado por que não faz alguma coisa, responde: “Estou fazendo. Estou pensando.”
Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a idéia.
O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não vêem. Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os vêem como simples pessoas humanas. O bobo ganha utilidade e sabedoria para viver. O bobo nunca parece ter tido vez. No entanto, muitas vezes, o bobo é um Dostoievski.
Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a Gávea onde é fresco. Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer. Resultado: não funciona. Chamado um técnico, a opinião deste era de que o aparelho estava tão estragado que o conserto seria caríssimo: mais valia comprar outro. Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar, e portanto estar tranqüilo. Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser ludibriado. O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo não percebe que venceu.
Aviso: não confundir bobos com burros. Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a célebre frase: “Até tu, Brutus?”
Bobo não reclama. Em compensação, como exclama!
Os bobos, com todas as suas palhaçadas, devem estar todos no céu. Se Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz.
O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos. Ser bobo é uma criatividade e, como toda criação, é difícil. Por isso é que os espertos não conseguem passar por bobos. Os espertos ganham dos outros. Em compensação os bobos ganham a vida. Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás não se importam que saibam que eles sabem.
Há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas (não confundir bobo com burro, com tolo, com fútil). Minas Gerais, por exemplo, facilita ser bobo. Ah, quantos perdem por não nascer em Minas!
Bobo é Chagall, que põe vaca no espaço, voando por cima das casas. É quase impossível evitar excesso de amor que o bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo.